Na véspera, foram detectados dez animais mortos. Infecções virais, hélices de barcos ou a pesca  são causas de morte.

   

Enquanto Antonieta Nunes, técnica do Zoomarine, tentava recolher indícios que justificassem a morte de mais uma tartaruga-marinha, ontem, em Armação de Pêra, já o telemóvel tocava para que seguisse até Vila Real de Santo António. "Tem sido assim nos últimos dias." Desabafava, referindo-se ao número anormal daqueles répteis que têm chegado mortos à costa algarvia.

 

De 29 de Julho a 1 de Agosto, foram recolhidas pelo menos dez tartarugas já sem vida, tantas quantas as que o Zoomarine recebeu durante um ano. E ainda podem ser mais os animais atingidos porque " nós não temos conhecimento de todas, podem ter dado à costa mais do dobro dos casos" admite Élio Vicente, biólogo do Zoomarine. Ontem foram mais cinco.

Sete das tartarugas, conhecidas como bobas ou comuns, pertencem à espécie Caretta caretta, habituadas às nossas águas, e duas são tartarugas-de-couro, as maiores do mundo. "São animais que facilmente chegam aos 200 kg de peso", adianta Élio Vicente, explicando ainda que alguns dos exemplares foram resgatados para análise. "Queremos entender este fenómeno que está a tomar proporções assustadoras", desabafou o biólogo.

As explicações ainda não foram encontradas, mas as marcas de hélices cravadas no corpo de dois exemplares, uma com o pescoço partido e outra com as barbatanas traseiras bastante lesionadas, indiciam que os animais foram atropelados por embarcações.

Segundo o biólogo, normalmente quem encontra animais arrojados na costa não comunica o sucedido às autoridades, atitude importante tanto para a manutenção da saúde pública como para prevenir mais mortes.

 

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