Este ano, a 2ª Reunião Internacional sobre Conservação de Tartarugas Marinhas na Região Central Africana, realizou-se na Cidade de São Tomé, e foi organizada pela Direcção Geral do Ambiente em conjunto com as ONGs ATM e MARAPA. O encontro teve início com uma pequena cerimónia de abertura a cargo do sr. Eng. Arlindo Carvalho, Director Geral do Ambiente, do Dr. Alexander Girard, Presidente da Rede de Profissionais e Actores da Conservação de Tartarugas Marinhas da África Central (RASTOMA) e da sra. Arminda Rolim, atual Presidente da ONG MARAPA.

 

 

Seguidamente o Dr. Alexander Girard teve oportunidade de apresentar a Rede RASTOMA a todos os principais intervenientes presentes ao longo do encontro, destacando a Procuradoria Geral da República, Direção Geral do Ambiente, Direção Geral das Pescas, Guarda Costeira, Capitania dos Portos de STP, Ministério da Administração Interna, todas as Câmaras Distritais e Comandos Policiais, bem como Associações de Pescadores e Palaiês.

Mais tarde, o sr. Hipólito Lima, líder dos guardas das tartarugas marinhas da ilha de São Tomé em conjunto com a coordenadora da ATM apresentou os resultados da última temporada de desova, bem como os obstáculos e desafios que o Programa Tatô tem enfrentado ao longo dos últimos anos.

 

 

Seguidamente, o sr. Jaconias Pereira, líder dos Guardas de Tartarugas Marinhas da ilha do Príncipe, a cargo do Príncipe Trust, apresentou o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na ilha do Príncipe desde os anos 90 por várias entidades, destacando o Programa Sada e a ATM, bem como os resultados da última temporada de desova e identificou os obstáculos que o Príncipe Trust tem enfrentado nos últimos 2 anos.

 

 

Sem dúvida, um dos maiores obstáculos que ambas as ilhas enfrentam é a ineficiente aplicação das leis nacionais e regionais que protegem estas espécies ameaçadas, pelas autoridades nacionais, graças em grande parte, às severas limitações em meios e recursos, humanos e financeiros, que o próprio país enfrenta.

Ambas as apresentações serviram de introdução para uma pequena sessão aberta de debate sobre as áreas prioritárias de ação de forma a melhorarmos a aplicação da Lei de Proteção de Tartarugas Marinhas, aprovada em 2014 pelo Governo Nacional de STP.

 

 

As recomendações formuladas ao longo do debate foram registadas e serão enviadas a cada entidade destinatária ao longo do início da próxima temporada de desova de 2016/2017.

Ao longo do período de tarde as várias ONGs internacionais que pertencem à rede RASTOMA tiveram oportunidade de apresentar os programas de conservação de tartarugas marinhas que têm sido desenvolvidos nos seus países de origem.

Foi um dia extremamente preenchido e de verdadeira partilha de experiências e ideias não só entre os programas de conservação de tartarugas marinhas de países diferentes, com realidades muitos diferentes, mas também partilha entre ONGs internacionais e as autoridades governamentais e policiais são tomenses.