Cerca de 35 mil tartarugas marinhas foram capturadas acidentalmente no ano passado nas águas do Mediterrâneo espanhol, principalmente devido à pesca com palangre, de acordo com fontes do Fundo Mediterrâneo contactadas pelo site EFE Verde. Os dados foram divulgados no arranque de mais uma campanha que visa proteger as tartarugas marinhas nas águas da comunidade valenciana, promovida pela Associação Chelonia e o programa de voluntariado do meio ambiente do Fundo Mediterrâneo.

 
A este número há que somar as mortes de tartarugas marinhas, espécie protegida, causadas pela pesca de arrasto, que ascenderam às cinco mil em 2009 nas águas de Valência, Cartagena, Almeria e Huelva. Segundo um estudo realizado pelo Ministério do Meio Ambiente espanhol e a Associação Chelonia, as tartarugas marinhas estão sob ameaça de extinção a nível mundial por causa “da destruição das praias onde habitualmente desovam, o turismo, a contaminação, o aumento do consumo da sua carne e a pesca acidental”.
 
No âmbito da campanha promovida pela Associação Chelonia e o Fundo Mediterrâneo, 10 voluntários embarcaram em três navios de pesca de arrasto para procurar tartarugas marinhas que possam estar presas nas redes dos pescadores. A campanha deverá prolongar-se até Outubro. Além das observações, os voluntários vão testar a eficácia da colocação de um sistema que afaste as tartarugas das redes dos barcos pesqueiros, como explicou à EFE Verde o coordenador da Associação Chelonia, César Perez Muñiz.
 
As frotas pesqueiras de arrasto que actuam no Mediterrâneo são numerosas e compostas por embarcações com cerca de 24 metros de comprimento e com redes que variam entre os 60 e os 70 metros de comprimento. Durante a faina, essas embarcações mantém as redes na água durante seis a sete horas, para realizar capturas nos fundos arenosos, que são o habitat natural desta espécie.