As tartarugas marinhas apresentam relações tróficas com vários parasitas, simbiontes, e variadas doenças, mas nada tem causado tanta preocupação como a fibropapilomatose, sendo considerada uma ameaça crescente para a sobrevivência das tartarugas marinhas no mundo, em especial a tartaruga verde (Chelonia mydas). Foram detectadas pela primeira vez em tartarugas verdes por volta dos anos 30 na Flórida. Trata-se de uma doença de origem infecciosa, debilitante, que pode levar à morte, caracterizando-se por múltiplas massas de tumores cutâneos, ocorrendo geralmente em todas as partes moles do corpo das tartarugas, com uma incidência maior nas barbatanas anteriores, olhos e pescoço.

 

Mesmo existindo uma evidência convincente de uma etiologia viral, outros fatores que incluem parasitas, suscetibilidade genética, carcinógenos químicos, contaminantes ambientais, biotoxinas, imunossupressão e luz ultravioleta podem ter um papel adicional na etiologia da fibropapilomatose.

O crescimento dos tumores, que são geralmente benignos, pode afetar a locomoção, alimentação, respiração, visão e a condição de saúde das tartarugas marinhas.