A poluição das águas por elementos orgânicos e inorgânicos, como petróleo, lixo, esgoto, interfere na alimentação, locomoção e prejudica o ciclo de vida das tartarugas marinhas. A ingestão de sacos de plástico (confundido com alimento), ou o aprisionamento das tartarugas nas redes de pesca abandonadas, muitas vezes causa a morte destes animais.

         

                                         

         

O excesso de descargas de nutrientes em locais perto da costa, também são muito prejudiciais não só para as tartarugas marinhas como para todos os seres vivos. O excesso de nutrientes causa o bloom de algas, colmatando a coluna de água, crescendo de uma forma muito rápida no habitat, reduzindo a abundância de espécies, colmatando as tocas dos animais e estações de limpeza, servindo de substrato para bactérias e doenças.

A diminuição da qualidade da água que acompanha os blooms de algas, afecta todos os organismos do ecossistema, causando efeitos devastadores, que podem resultar no abandono do habitat.

As atividades de pesquisa, exploração, produção e escoamento de petróleo e gás natural, têm se intensificado nos últimos anos e é uma tendência que deverá manter-se no futuro próximo. Estas atividades apresentam diferentes níveis e intensidades de interações com as tartarugas marinhas, em função da coincidência entre as áreas de interesse para a exploração de petróleo e gás com as áreas e períodos utilizados para desova, alimentação, repouso, desenvolvimento e migração destes animais.
 
   
 
 
 
A toxicidade e o impacto dos derivados de petróleo sobre as tartarugas marinhas são pouco conhecidos, no entanto, sabe-se que são vulneráveis a derramamentos de óleo em todos os seus estágios de vida. Os efeitos já verificados incluem aumento na mortalidade e má formação no desenvolvimento de embriões, mortalidade directa em filhotes, juvenis e adultos e impactos negativos devido ao contato do óleo com a pele, ou contaminação do sangue, sistema digestivo, sistema imunológico, glândulas de sal, entre outros.