A implantação de grandes empreendimentos turísticos e o crescimento de áreas urbanas próximas às praias, têm vindo a provocar grandes alterações nas condições naturais das áreas de desova.

 

Os principais problemas gerados por este tipo de ocupação são a iluminação artificial, o sombreamento nas praias, o trânsito de veículos, a criação de animais domésticos, e a extração mineral.

 

O uso intensivo das praias nos períodos que coincidem com a época de desova, também é preocupante, causando um significativo aumento no número de equipamentos de apoio de praia instalados nas áreas de desova.

 

A reposição artificial de areia nas praias devido à erosão das mesmas, pode também ser um grave problema para as tartarugas marinhas, pois a areia aí colocada pode ter características diferentes (como granulometria da areia, composição orgânica ou compactação) que poderão interferir na construção dos ninhos pelas fêmeas e no ambiente de incubação dos ovos.
 
 
As construções altas e plantações podem também aumentar significativamente o sombreamento nas praias de desova, diminuindo a temperatura média da areia, interferindo na proporção natural de filhotes machos/fêmeas que nascem.
 
 
O trânsito de veículos nas praias de desova é também uma ameaça às tartarugas marinhas. compactação da areia impede a subida dos filhotes após a eclosão dos ovos. As marcas de pneus na areia dificultam a caminhada dos filhotes em direção ao mar e o risco de atropelamento é constante. 
 
 
A degradação das áreas costeiras, pode também de uma forma indirecta afectar as tartarugas marinhas. Ao degradar o seu habitat marinho, pode provocar alterações drásticas na cadeia trófica das tartarugas marinhas. Como a destruição de bancos de algas, áreas de coral, e o desaparecimento de espécies que façam parte da dieta das tartarugas marinhas.
 
 
O desenvolvimento costeiro e a modificação do habitat, é uma grande preocupação, uma vez que o processo de reprodução das tartarugas pode correr o risco de sofrer alterações, como a procura de outras áreas ou concentrações anormais de desovas, que poderá levar ao baixo sucesso de eclosão.