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Anunciado o lançamento do Programa Tatô em S. Tomé pela ONG Marapa
logo Marapa_0É com satifação que vemos o bom andamento que a Marapa está a dar ao Programa Tatô em S. Tomé. Numa tentativa de melhorar o trabalho e resultados do programa de conservação de tartarugas marinhas em S. Tomé, a Marapa tem feito esforços consideráveis nos contactos com parceiros locais e internacionais (como a ATM), re-estruturação do programa, e formação dos guardas.

É assim que a Marapa anuncia na sua página o lançamento do Programa Tatô de proteção das Tartarugas Marinhas nas praias de Santana e da parceria celebrada entre o CLUB SANTANA, a ONG TERRA CRIOULA – Associação para a Cooperação e Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe e a ONG MARAPA (responsável pelo projecto), cuja implementação irá prolongar-se até Setembro de 2013. Este programa associa o seguimento científico das populações de tartarugas a acções de protecção e ao ecoturismo.

Nesse sentido, foram definidas áreas de monitorização nas praias que participam neste projecto na ilha de São Tomé. Em Santana, foram definidas as praias de Messias Alves, Praia Forma, Praia Jigá e Praia Cumprida. Foram selecionados e formados dois ecoguardas, provenientes da comunidade local, que serão responsáveis pelo patrulhamento nocturno das praias, transplantação e análise dos ninhos de tartarugas e libertação dos filhotes no mar. Este mecanismo permitirá a criação de emprego ao nível local, assim como a prestação de serviços ecoturisticos de observação e libertação dos filhotes de tartarugas.

Durante a primeira semana de Outubro de 2012, o CLUB SANTANA e a TERRA CRIOULA assinalam o arranque oficial deste projecto em Santana através de acções que incluem a colocação de um painel alusivo à iniciativa na praia junto ao CLUB SANTANA, a divulgação da parceria nos meios de comunicação social e na localidade de Santana.

O CLUB SANTANA reconhece que o sector privado deve, através de uma visão de responsabilidade social, ser uma parte integrante nas estratégias de apoio ao desenvolvimento das populações residentes nas áreas envolventes, e na valorização dos recursos locais. Tendo em conta a situação privilegiada do hotel CLUB SANTANA na praia de Messias Alves e as boas relações existentes com a população, em particular com a intervenção da ONG TERRA CRIOULA, e visto ambas partilharem da estratégia da MARAPA no que diz respeito à preservação das espécies de tartarugas marinhas e o seu contributo para a biodiversidade e desenvolvimento económico local, estas três entidades decidiram unir esforços na preservação deste património biológico em algumas das praias do Distrito de Cantagalo. As actividades de protecção das tartarugas marinhas tiveram início no arquipélago de São Tomé e Príncipe em 1996, tendo já sido apoiada por fundos externos através dos programas: ECOFAC (Ecossistemas Fragilizados da África Central), RAPAC (Rede de Áreas Protegidas da África Central) e FFEM (Fundo Francês para o Ambiente Mundial).

Esta iniciativa permitirá aos habitantes locais retirar benefícios económicos a partir da salvaguarda deste património natural pela conservação das diferentes espécies de tartarugas marinhas.
Rede nacional cabo-verdiana TAOLA realiza reunião de balanço
A TAOLA- Rede Nacional de Protecção das Tartarugas Marinhas de Cabo Verde realiza a sua 3ª reunião anual, na cidade da Praia. Aspectos sócio-económicos da conservação das tartarugas marinhas (ecoturismo e outros) e avaliação da situação actual neste domínio são pontos da agenda de trabalho, bem como o estabelecimento de um catálogo nacional de praias, em todo o arquipélago, importantes para a reprodução das tartarugas marinhas.

Propostas de critérios de protecção estarão também sobre a mesa para discussão, assim como medidas legislativas e de fiscalização. Serão ainda apresentados resultados de actividades do ano de 2010 e novos projectos a serem implementados.

O evento terá lugar nas instalações da Reitoria da Uni-CV. Além das sessões de trabalho, estará patente uma exposição fotográfica sobre as tartarugas em Cabo Verde, a ser inaugurada às 17h de hoje, 30 de Maio, primeiro dia do evento.

A abertura da reunião, que tem início às 8h30 de hoje, conta com a presença do Ministro das Infra-estruturas e Economia Marítima, José Maria Veiga. Estarão também presentes o responsável dos Recursos Naturais da Direcção Geral do Ambiente (DGA), Nuno Ribeiro, e o representante da US Fish & Wildlife, Manjula Tiwari. A organização do evento envolve a Uni-CV, a WWF, a Natura 2000, US Fish & Wildlife Service e o Ministério do Ambiente. Mais informações poderão ser obtidas com a bióloga Mara Abu-Raya, investigadora e docente do Departamento de Engenharias e Ciências do Mar (DECM) da Uni-CV, coordenadora da organização do encontro.
35 mil tartarugas marinhas capturadas acidentalmente no Mediterrâneo espanhol em 2009
Cerca de 35 mil tartarugas marinhas foram capturadas acidentalmente no ano passado nas águas do Mediterrâneo espanhol, principalmente devido à pesca com palangre, de acordo com fontes do Fundo Mediterrâneo contactadas pelo site EFE Verde. Os dados foram divulgados no arranque de mais uma campanha que visa proteger as tartarugas marinhas nas águas da comunidade valenciana, promovida pela Associação Chelonia e o programa de voluntariado do meio ambiente do Fundo Mediterrâneo.

A este número há que somar as mortes de tartarugas marinhas, espécie protegida, causadas pela pesca de arrasto, que ascenderam às cinco mil em 2009 nas águas de Valência, Cartagena, Almeria e Huelva. Segundo um estudo realizado pelo Ministério do Meio Ambiente espanhol e a Associação Chelonia, as tartarugas marinhas estão sob ameaça de extinção a nível mundial por causa “da destruição das praias onde habitualmente desovam, o turismo, a contaminação, o aumento do consumo da sua carne e a pesca acidental”.

No âmbito da campanha promovida pela Associação Chelonia e o Fundo Mediterrâneo, 10 voluntários embarcaram em três navios de pesca de arrasto para procurar tartarugas marinhas que possam estar presas nas redes dos pescadores. A campanha deverá prolongar-se até Outubro. Além das observações, os voluntários vão testar a eficácia da colocação de um sistema que afaste as tartarugas das redes dos barcos pesqueiros, como explicou à EFE Verde o coordenador da Associação Chelonia, César Perez Muñiz.

As frotas pesqueiras de arrasto que actuam no Mediterrâneo são numerosas e compostas por embarcações com cerca de 24 metros de comprimento e com redes que variam entre os 60 e os 70 metros de comprimento. Durante a faina, essas embarcações mantém as redes na água durante seis a sete horas, para realizar capturas nos fundos arenosos, que são o habitat natural desta espécie.
Mais cinco tartarugas mortas deram à costa no Algarve
Na véspera, foram detectados dez animais mortos. Infecções virais, hélices de barcos ou a pesca  são causas de morte.

ng1326990Enquanto Antonieta Nunes, técnica do Zoomarine, tentava recolher indícios que justificassem a morte de mais uma tartaruga-marinha, ontem, em Armação de Pêra, já o telemóvel tocava para que seguisse até Vila Real de Santo António. "Tem sido assim nos últimos dias." Desabafava, referindo-se ao número anormal daqueles répteis que têm chegado mortos à costa algarvia.

De 29 de Julho a 1 de Agosto, foram recolhidas pelo menos dez tartarugas já sem vida, tantas quantas as que o Zoomarine recebeu durante um ano. E ainda podem ser mais os animais atingidos porque " nós não temos conhecimento de todas, podem ter dado à costa mais do dobro dos casos" admite Élio Vicente, biólogo do Zoomarine. Ontem foram mais cinco.

Sete das tartarugas, conhecidas como bobas ou comuns, pertencem à espécie Caretta caretta, habituadas às nossas águas, e duas são tartarugas-de-couro, as maiores do mundo. "São animais que facilmente chegam aos 200 kg de peso", adianta Élio Vicente, explicando ainda que alguns dos exemplares foram resgatados para análise. "Queremos entender este fenómeno que está a tomar proporções assustadoras", desabafou o biólogo.

As explicações ainda não foram encontradas, mas as marcas de hélices cravadas no corpo de dois exemplares, uma com o pescoço partido e outra com as barbatanas traseiras bastante lesionadas, indiciam que os animais foram atropelados por embarcações.

Segundo o biólogo, normalmente quem encontra animais arrojados na costa não comunica o sucedido às autoridades, atitude importante tanto para a manutenção da saúde pública como para prevenir mais mortes.
Aquário de Boston salva 25 tartarugas marinhas de morrerem nas praias
Mais de duas dúzias de tartarugas marinhas foram resgatadas durante o feriado de Acção de Graças, depois de terem sido arrastadas para terra em Cape Cod, nos Estados Unidos, disse hoje, à AFP, um porta-voz do New England Aquarium.
As tartarugas Kemp Ridley (a espécie mais pequena do mundo e em sérios riscos de extinção) estão num centro especializado, no sul de Boston, a receber tratamento por hipotermia, desidratação e desnutrição, acrescentou Tony LaCasse. De acordo com o mesmo responsável, os animais “estão seriamente debilitados”, sofrendo de pneumonia e infecções bacterianas.
Os ventos fortes de noroeste que se têm feito sentir naquela zona dos EUA desde o início da semana arrastaram as tartarugas para as praias de Cape Cod, no estado de Massachusetts. Embora, segundo Tony LaCasse, seja frequente o resgate desta espécie de tartarugas naquele local, mas nunca em tão grande escala.
Ao longo do último mês, os voluntários que têm estado a percorrer as praias encontraram 34 animais. Só nos últimos dois dias foram resgatados 25, acrescentou LaCasse. A temperatura corporal das tartarugas ronda habitualmente os 20º C, mas estas, como se desorientaram e não conseguiram encontrar o caminho para o sul, tinham a temperatura corporal a 10º C negativos. Os animais vão permanecer entre três a nove meses no centro, período durante o qual a temperatura corporal vai ser gradualmente aumentada e submetidas a tratamentos antes de serem libertadas no mar.
Tartarugas reabilitadas vão ser devolvidas ao mar
No algarve duas tartarugas marinhas reabilitadas no Zoomarine, Algarve, vão ser hoje devolvidas ao mar a bordo de um navio militar. As duas tartarugas-comuns, da espécie Caretta caretta, embarcam em Portimão no navio da Marinha de Guerra Portuguesa, NRP João Roby, na presença dos secretários de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, e da Defesa Nacional e Assuntos do Mar, Marcos Perestrello, entidades que farão a devolução pelas próprias mãos, disse à Lusa Élio Vicente, biólogo marinho e director de ciência e educação do Zoomarine. Hope, a tartaruga que em Janeiro um grupo de pescadores de Tavira encontrou presa num emaranhado de redes com a barbatana peitoral esquerda danificada e que teve de ser amputada, é um dos animais que vão ser devolvidos ao eu habitat natural. As tartarugas vão ser libertadas a 12 milhas a sul de Portimão - cerca de 20 quilómetros -, voltando a mergulhar nas águas do Atlântico.
O fóssil mais antigo de uma tartaruga marinha de África é de Angola
Aquele 25 de Maio foi em cheio para Octávio Mateus. Era o Dia de África, feriado em Angola, e com tudo fechado em Luanda o paleontólogo português não podia resolver as burocracias da expedição que estava a terminar. Por que não aproveitar o tempo livre para uma última prospecção de fósseis, antes do regresso a Portugal? Meteu-se no carro, disposto a viajar cinco horas até às arribas de uma praia a norte da capital angolana e a calcorrear o terreno durante três horas apenas. Olhos posto no chão, nessa caminhada iria recuar até ao tempo dos dinossauros.   293013
Operação Regresso Adiado
Uma equipa de biólogos ensinou três tartarugas a viver em ambiente selvagem e vai agora  acompanhar os percursos, em tempo real, destes animais marinhos quando forem devolvidos ao oceano. As três tartarugas levam às costas transmissores de satélite que mostram, minuto a minuto, as rotas deste regresso ao habitat natural. A "Operação Regresso Adiado" é acompanhada pela SIC. Siga neste mapa, o percurso das tartarugas:

MAPA