A ilha de São Tomé é uma importante área de reprodução e de alimentação para 5 espécies de tartarugas marinhas: tartaruga verde (Chelonia mydas), tartaruga oliva (Lepidochelys olivacea), tartaruga de pente (Eretmochelys imbricata) e tartaruga de couro (Dermochelys coriacea). No entanto, estas têm sido tradicionalmente exploradas para consumo humano.

O projeto de conservação na Ilha de São Tomé surgiu na sequência da parceria estabelecida em 2012 entre a ATM e a ONG nacional MARAPA (Mar, Ambiente e Pesca Artesanal), integrando e desenvolvendo o já existente Programa Tatô.

O Programa Tatô dedica-se à proteção, conservação e estudo das populações de tartarugas marinhas que ocorrem na ilha de São Tomé. Este programa foi implementado pela ONG Marapa em 2003 e tem desenvolvido várias ações de conservação e de sensibilização positivas no que diz respeito à redução da captura de tartarugas marinhas e destruição de ninhos por ação humana, apresentando certas limitações no envolvimento e desenvolvimento das comunidades locais e na recolha e tratamento de dados para melhor entender e conhecer as dinâmicas das populações das várias espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no arquipélago.

Desde 2012, a ATM e a MARAPA, em parceria e cooperação, têm assegurado a coordenação do Programa Tatô promovendo e contribuindo ativamente para o reforço institucional; para a educação, a formação e a sensibilização para o desenvolvimento das comunidades locais, jovens e sociedade civil em geral; para a geração de alternativas económicas das comunidades locais cujos meios de subsistência estão ligados ao comércio de tartarugas marinhas e dos seus subprodutos; para a melhoria do estado de conservação do ambiente marinho e costeiro, em particular das tartarugas marinhas, através da proteção direta e o aprofundamento do conhecimento científico com o envolvimento direto das comunidades locais.